"Familiona Finos Trapos" - Janeiro de 2008. Foto: Arquivo Finos Trapos

 

Em doze anos de atividades o Grupo de Teatro Finos Trapos colhe os frutos de sua curta, porém  intensa trajetória, e já promove significativas contribuições no campo da reflexão crítica, da pesquisa, da formação, difusão e produção continuada no ramo das artes cênicas. Entretanto, como inúmeros outros coletivos cênicos do país, enfrentamos os vendavais cotidianos de quem investe em um teatro colaborativo e de pesquisa continuada. De quem deseja o vento remanso da sustentabilidade. Cada projeto garimpado é um novo sopro, a reafirmação do desejo de que o vento da fortuna traga com ele novos tempos para o Teatro de Grupo e para quem sobrevive de arte neste país.

Todo teatro é feito com pessoas, mas ainda que características como a produção continuada e a pouca rotatividade dos membros sejam marcas que definam o Teatro de Grupo como modo de operar, o desafio de permanecer juntos é uma luta diária. Não são poucos os vocacionados que ficam pelo caminho, e por razões as mais diversas.

Por outro lado, ainda que a permanência de um integrante seja passageira ou condicionada às escolhas e intempéries da vida, nem por isso a contribuição desses irmãos e irmãs de ideais que ganharam novos rumos, deixa de ser notável. No caso do Finos, cada um dos que por aqui passaram deixou suas marcas. Seja na paixão com que se dedicaram durante a estadia; na contribuição com o que sabiam fazer de melhor; nas gotas de suor derramadas e até hoje tatuadas nos cenários, adereços, figurinos e maquiagens; e nas contribuições que prestam ainda hoje na condição de finocolaboradores;

Permanecem na torcida – de perto ou de longe – para que o Grupo continue produzindo; quando se referem ao Grupo como Família Finos Trapos, reiterando que nossos laços ultrapassam largamente as relações profissionais...

São por essas e por tantas outras razões que nós, os finosos que permanecem, nos sentimos coroados com tanta gente boa que passou por aqui. Deixaram saudade de uma história vivida com muitas estórias pra contar. E sempre que possível, tome-lhe resenhas e horas à fio com tanta coisa boa para relembrar.

  

 

 Polis Nunes

 

 Atriz, Professora de Teatro, Produtora Cultural e Pesquisadora. Graduada em Artes  Cênicas - Licenciatura em Teatro pela Universidade Federal da Bahia (2006) e Mestre  em Artes Cênicas pelo PPGAC-UFBA/2015. Iniciou sua carreira artística como  intérprete em 1998 no Grupo de Teatro da Universidade Federal da Bahia (UESB),  atual Grupo Caçuá de Teatro. Em 2000, participou da fundação da Cia. Pafatac de  Teatro, em parceria com Roberto de Abreu,dirigindo com este o espetáculo S.O.S.  Pindorama.

 Foi sócia-fundadora do Grupo de Teatro Finos Trapos (BA), onde desde então vem desenvolvendo pesquisas cênicas teóricas e práticas, atreladas à temas como  matrizes de tradição cultural nordestina, dramaturgia contemporânea e formação do  artista cênico. Atua na área de artes, trabalhando com grupos artísticos através da  realização de oficinas de teatro, produção e orientação para a elaboração de projetos culturais. São temas do seu trabalho: Interpretação Teatral, Teatro de Grupo, Arte-Educação, Gestão e Produção Cultural.

Sua trajetória junto ao Grupo Finos Trapos durou até julho de 2016, quando afastou-se  das ações continuadas por motivo de sua ida para em Belo Horizonte-MG. Atualmente, realiza trabalhos como fino colaboradora nos projetos idealizados pelo Grupo e atua como intérprete no espetáculo O Vento da Cruviana.

 

Tomaz Mota

 

Músico, Arranjador, Diretor Musical, Violonista e Professor de Violão. Graduado em Música (Bacharelado em Instrumento) pela Universidade Federal da Bahia é Mestrando em Música pelo Mestrado Profissional da Escola de Música da UFBA. Integrou a Orquestra de Violões da UFBA entre 2010 e 2015. Atualmente, é Professor de Violão do Conservatório de Música Schubert e ministra aulas particulares de violão. Vem desenvolvendo  trabalhos de composição de trilhas sonoras e direção musical de espetáculos de teatro, a exemplo de: “Gennesius” (Finos Trapos/2009), “O Nórdico” (Solo de Thor Vaz/2010), “Antígona” (Grupo A BARCA/2010), “Berlindo” (Finos Trapos/2011), Lady Lilith (2014) e “O Vento da Cruviana” (Finos Trapos/2014).

Por razões pessoais, oficializou o seu afastamento do Finos em Julho de 2016. Atualmente realiza trabalhos como fino colaborador, participando como músico e professor nos projetos realizados pelo Grupo e como intérprete e diretor musical nos espetáculos Mós Ai Quê e O Vento da Cruviana.

 

 

 

Yoshi Aguiar

 

Ator, Dramaturgo, Professor de Teatro, Iluminador e Cenógrafo.  Nasceu em Vitória da Conquista e foi um dos membros-fundadores do Grupo lá em 2003. Licenciado em Artes Cênicas pela UFBA (2007), vem atuando também nas áreas técnicas. Assinou todos os cenários dos sete espetáculos de repertório produzidos até então, além da iluminação de “SAGRADA PARTIDA”, programação visual e direção de “BERLINDO” e de outros tantos Projetos do Finos. Trabalhando como cenógrafo, realiza oficinas de formação em cenografia e cenotecnia. Já teve diversas passagens pelo Núcleo do Teatro Castro Alves, atuando como assistente de cenógrafos renomados da Bahia. Recebeu o Prêmio de Melhor Cenário para o espetáculo “SUSSURROS...”, No Festival Ipitanga de Teatro (2006) e já recebeu outras indicações pelo seu trabalho como ator e Dramaturgo. Atuou em espetáculos como 'Miúda e o Guarda-Chuva', 'O Mundo de Dentro', 'Para o Menino Bolha' entre outros.

Yoshi Aguiar permaneceu no Finos até Junho de 2014, afastou-se por razões profissionais. Permanecerá para sempre na nossa memória e realizando trabalhos na condição de finocolaborador.

   


Daisy Andrade

 

Atriz, Professora de Teatro e Produtora Cultural. Licenciada em Artes Cênicas pela UFBA (2007). Nasceu em Jequié (BA) mas é conquistense desde criancinha. foi uma das fundadoras do Grupo e  atuou em quatro dos sete espetáculos do repertório. Desenvolve uma série de trabalhos como artista independente, atuando em espetáculos, esquetes, comerciais de TV e figurações cinematográficas como atriz, produtora ou assistente de direção. Como produtora, já trabalhou em eventos da área de teatro, cinema e pesquisa acadêmica. Pelo seu trabalho no espetáculo “SAGRADA FOLIA” recebeu o Prêmio de Melhor Atriz no Festival Ipitanga de Teatro (2006).

Daisy Andrade atuou conosco como produtora e atriz de 2003 a Novembro de 2013, quando afastou-se do Finos para dedicar-se com mais afinco ao seu Microempreendimento Canela Brechó.  Atualmente é reside em Vitória da Conquista-BA, onde trabalha como arte-educadora na Prefeitura Municipal.

  

Roberto de Abreu

 

Roberto Ives Abreu Schettini, o nosso querido Roberto de Abreu, atuou como diretor artístico e administrativo do Grupo Finos Trapos. Licenciado em Teatro (ETUFBA), Mestre e Doutor pelo PPGAC-UFBA, foi professor substituto da Escola de Teatro (UFBA), professor do Curso de Pedagogia da Fundação Visconde de Cairu em Salvador e Professor do Curso de Teatro da UFMA. Contemplado com diversos prêmios nas Artes Cênicas, entre os quais, o Prêmio Braskem de Melhor Direção em O AUTO DA GAMELA, encenado pelo Finos. Também recebeu o Prêmio Braskem em 2015, dessa vez como o Melhor Espetáculo do Interior da Bahia, pela encenação de “Algaravias - O Marujeiro da Lua”, junto ao Grupo Olaria (Jequié-BA).

No Finos dirigiu os espetáculos: Gennesius – Histriônica Epopéia de um Martírio em Flor (2009); Auto da Gamela (2007); Sagrada Partida (2007); Sagrada Folia (2005); e Sussurros... (2004);

Roberto de Abreu foi um dos fundadores do Grupo de Teatro Finos Trapos e trabalhou conosco entre os anos de 2003 e 2010, participando e sendo um dos principais articuladores de todos os Projetos desenvolvidos pelo Grupo durante o período.

Afastou-se para se dedicar exclusivamente aos estudos de seu Doutorado e ao cargo de Professor Efetivo do Curso de Licenciatura em Teatro e Dança da Universidade Estadual do Estado da Bahia. Em 27 de Fevereiro de 2015 foi vítima de um acidente de trânsito entre as cidades de Jequié e Vitória da Conquista, onde residia, vindo a falecer.

 

Danielle Rosa

  

Atriz. Possui Licenciatura em Teatro e Bacharelado em Interpretação Teatral pela Universidade Federal da Bahia. Danielle Rosa é natural de Campinas - SP, mas residiu em Vitória da Conquista dos cinco até os dezoito anos. Iniciou sua carreira como atriz em 2000 com a Cia. PAFATAC de Teatro, atuando nos espetáculos “S.O.S. Pindorama” (2001) e “Agonia” (2002). Com o Grupo de Teatro da UESB atuou no espetáculo “O Auto da Conquista”. Em 2003, já em Salvador iniciou o curso de Licenciatura e passa a integrar o Grupo de Teatro Finos Trapos, atuando nos espetáculos “Sussurros...”, "Sagrada Folia" e "Auto da Gamela". Em 2006 torna-se membro da Trupe de Teatro “Os Cinqüentões” atuando nos espetáculos “Entre Comédias e Tragédias” (2006); “Marat Sad” (2007), “Larilará Macunaíma Saravá” (2008) e Atire a Primeira Pedra (2008). Trabalha também na área de cinema, já tendo participado de inúmeros comerciais e campanhas publicitárias, bem como curtas e longas-metragem.

Atuou junto ao Grupo Finos Trapos entre 2004 e 2010, quando passou à residir na cidade de São Paulo. Atualmente, integra o Grupo Oficina de Teatro Uzyna Uzona, coordenado pelo renomado diretor José Celso Martinez Corrêa.

  

Ricardo Fraga

 

Ricardo Fraga é ator formado pelo Curso Livre de Teatro da Universidade Federal da Bahia. No Finos, ingressou a partir de 2006, atuando também como produtor executivo e assistente. Com mais de dez anos de carreira, antes de ingressar no Grupo, atuou em inúmeros espetáculos da cena soteropolitana, sua cidade de origem. Além de artista, é médico veterinário, trabalhando na área de Imunologia, sua especialização de formação no Mestrado e Doutorado pela Universidade Federal da Bahia.

Ricardo Fraga participou como intérprete dos espetáculos 'Sagrada Folia', 'Auto da Gamela', 'Sagrada Partida' e 'Gennesius'. Afastou-se do Grupo Finos Trapos em 2010 para assumir o cargo de Professor Efetivo da Universidade Federal da Bahia, Campus de Vitória da Conquista, cidade onde reside atualmente. Recentemente passou a integrar em Conquista a Cia. Operakata de Teatro, atuando no espetáculo 'O Circo de Soleinildo'.

 

Shirley Ferreira

 

Paulista, Shirley Ferreira reside em Vitória da Conquista há mais de dez anos.  Atriz, também desenvolve trabalhos como assistente de direção e produção. Desde 2000, acumula experiências vivenciadas junto a coletivos teatrais de Conquista, participou do Grupo Pafatac e atualmente integra a Cia. Operakata de Teatro. Tem experiências como facilitadora em Projetos de Arte-Educação direcionados para adolescentes, jovens e adultos, desenvolvendo resultados expressivos na cidade, seja na formação de plateia ou na orientação deste público-alvo para o gosto pelas artes em geral. É uma entusiasta da arte e da cultura no interior do Estado. Trabalha como produtora executiva em Projetos de Circulação de Espetáculos, Festivais de Música e de Dança.

No Finos, atuou como atriz convidada após se mudar para Salvador para investir na Universidade. Shirley participou como intérprete, assistente de pesquisa e de figurino do espetáculo “Gennesius – Histriônica Epopéia de um Martírio em Flor”. Desligou-se do Grupo em 2010, em razão do seu retorno para Vitória da Conquista.

 

 

Anderson Rodrigues

 

Anderson participou do Grupo de Teatro Finos Trapos no ano de 2004, atuando no espetáculo 'SUSSURROS...' e participando dos ensaios do Cordel Rosário e os Surubins entre os anos de 2004 e 2005. Este trabalho não chegou a ser encenado, mas a sua pesquisa ajudou a dar corpo ao espetáculo 'Sagrada Folia' que estreou em 2005. Infelizmente deixou a carreira artística para se dedicar à outros Projetos. No Finos ficou a lembrança de uma pessoa íntegra e honesta, além de uma grande amizade que permanece até os dias atuais. É um dos nossos espectadores mais assíduos e queridos.

 

 

 

Fabianna Araújo

 

Fabianna também integrou o Grupo entre os anos de 2004 e 2005. Atuou nas primeiras temporadas do espetáculo 'Sussurros...' e deixou o Finos pouco antes da estreia de 'Sagrada Folia', em meados de 2005. Para nós, será a nossa eterna 'Ladrona', tendo também integrado a leva de artistas conquistenses que partiram rumo à Salvador com o objetivo de cursar a Universidade. Licenciada em Teatro pela UFBA, hoje reside em Conquista e é mãe da pequena Ana Rosa. 

 

 

 

Ana Sofia Heimer

Ana Sofia fez uma participação significativa ainda nos primeiros anos do Finos. Passou a integrar o Grupo em 2005, na ocasião de finalização do processo de pesquisa e montagem do nosso segundo espetáculo de repertório. Atuou no espetáculo 'SAGRADA FOLIA' nas primeiras temporadas da peça. Deixou o Grupo em 2006 por razões pessoais e profissionais. 

Após se afastar do Grupo, Ana Sofia foi residir na Alemanhã com seus pais. Mais tarde, em 2011, fomos notificados do seu trágico e prematuro falecimento.

 

 

 

 

 

 

 

"Gennnésius...". Foto: Aroldo Fernandes 

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