Foto: Arquivo Finos Trapos

 

Refletir sobre a prática artística seja entre artistas, pesquisadores e acadêmicos, seja em atividades voltadas à mediação cultural é um dos objetivos do Falatório Cênico, frente de trabalho que vem sendo desenvolvida pelo Grupo Finos Trapos desde 2008, quando fora realizada sua primeira edição dentro do Projeto Finos Trapos Abrigo e Morada, desenvolvido no Espaço Xisto.

Trata-se de intervenções de cunho pedagógico e de pesquisa. A ação é assume distintos formatos, adequando-se a diferentes público alvo: conferências, palestras ou comunicações destinadas a artistas, acadêmicos e pesquisadores das artes cênicas; aulas-espetáculo ou atividades de mediação cultural – esta última a ser realizada pós exibição de espetáculos do Finorepertório – destinadas a espectadores estudantes e professores do ensino regular e/ou de organizações Não Governamentais.

As discussões dos Falatório Cênico, além de abordar os temas postos em cena pelo Grupo Finos Trapos, gravita em torno dos eixos temáticos: teatro de grupo; teatro baiano contemporâneo; teatro do interior do estado; história do teatro baiano; cultura popular; imaginário, teatralidade e identidade.

A atividade é desenvolvida tanto pelos membros do Finos Trapos como por convidados.

 


 

 

Mediação Cultural em Feira de Santana-BA (2015)

 

Foto:Frank Magalhães

 

Dia 27 de Maio de 2015 o Falatório Cênico foi realizado junto a três edições do espetáculo O Vento da Cruviana no Centro de Cultura Amélio Amorim. Foi a primeira experiência deste espetáculo com um público formado por alunos do Ensino Médio. E como foi gratificante poder trocar com aqueles jovens, alguns deles tendo a primeira oportunidade de ir ao Teatro, de assistir um espetáculo e poder "trocar ideias" com os artistas, falar sobre a obra, questionar, comentar... Mais uma vez foi ratificado o como é importante o trabalho realizado pelos 'articuladores', professores ou não, empenhados em levar os estudantes para uma atividade cultural em caráter extracurricular.

 

Foram debatidos os temas abordados no espetáculo (sexismo, machismo e exploração sexual infantil) com um público de jovens entre 16 e 18 anos.

Constatamos durante a experiência que Feira de Santana é uma cidade do interior da Bahia e que, como outras tantas, carece de melhores políticas públicas para promover e garantir o acesso da população à cultura que não está na TV, na Internet e nas Redes Sociais. É mais uma cidade com equipamentos culturais funcionando à duras penas, outros fechados e/ou sucateados, esquecidos, abandonados. É mais uma cidade onde uma grande parcela das pessoas desconhecem a arte que é ali produzida ou que a cidade acolhe aos finais de semana, e em outros dias também.

 

 

 


 

 

 

Falatório –  “Imaginários Sertanejos: A Cultura Popular Nordestina em Cena” (2013)

 

 

 Leitura dramática de "Os Vaqueiros Azuis" pós-execução do Falatório Cênico. Foto: Arquivo Finos Trapos

 

O teatro contemporâneo com sotaque regional domina a maioria dos produtos cênicos  realizados pelo Finos Trapos, o que fez o grupo estabelecer essa temática para discussão no Falatório Cênico realizado no Teatro Martim Gonçalves dia 29 de Janeiro de 2013, encerrando as atividades do Projeto Afinações. O intuito foi o de refletir sobre aspectos do imaginário sertanejo que são abordados nas montagens baianas e as contribuições trazidas pelo trabalho do saudoso professor Carlos Petrovich, autor de Os Vaqueiros Azuis.

Sob a mediação do representante do Grupo Francisco André, os palestrantes convidados Eliene Benício e Osvanilto Conceição  abordaram o tema, cada um em sua perspectiva,  tendo em comum os interesses de estudo as poéticas do teatro popular Nordestino bem como suas implicações políticas e ideológicas.

Eliene Benício é soteropolitana, Doutora em Artes Cênicas,  diretora da Escola de Teatro da UFBA e  Faz parte do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA, integrando a linha de pesquisa: Matrizes Estéticas na Cena Contemporânea.  Já Osvanilton Conceição, também soteropolitano, é ator e diretor teatral, na época Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Escola de Teatro da universidade Federal da Bahia. Atuou na Companhia de Teatro Popular da Bahia (1999 - 2006). Foi membro fundador da Companhia de Teatro Popular Cirandarte no Estado da Bahia (2000 - 2002), estuda processos criativos em teatro de rua e desenvolve pesquisas acerca de jogos teatrais, Contato Improvisação e de danças populares brasileiras

 

 


 

 

 

Falatório – “Dia do Teatro: Comemorar o quê?

Políticas Culturais para o desenvolvimento das Artes Cênicas na Bahia.”(2012)

 

 

Foto: Daisy Andrade

 

Tornou-de tradição na cena baiana calendarizar o mês de março como sendo o mês dedicado à valorização do teatro e do circo, em razão da comemoração do Dia Internacional do Teatro, instituído no dia 27 de Março.  Pensando nisso, no dia 12 de Março de 2012, no teatro Sesc Senac-Pelourinho, iniciando as atividades externas do Projeto Afinações, foi realizado o Falatório Cênico no intuito de discutir as políticas públicas para o teatro na Bahia e no Brasil.

Para proferir suas visões e comentários acerca do tema, foram convidadas, Adriana Amorim, baiana, Atriz, Diretora e Professora de Dramaturgia do Curso de Licenciatura em Artes com Formação em Teatro e Dança da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e Deolinda Vilhena, paraense, Produtora Cultural e Professora do Departamento de Técnicas do Espetáculo da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Foi um debate bastante profícuo, com mediação do Finotrapeano Francisco André.

 


 

 

Falatório “Identidade no Teatro: Brasileiro. Nordestino. Baiano” (2008)

 

Comunicação de Ângela Reis no Falatório Cênico. Foto: Arquivo Finos Trapos

 

Integrando o Projeto Finos Trapos Abrigo e Morada,  realizamos no dia 29 de outubro de 2008  o Falatório Cênico dedicado a discutir aspectos e episódios da História do teatro brasileiro, tendo como recorte a análise das características peculiares que marcam a identidade estética que pode ser verificada nas esferas nacional, regional e estadual.

O evento ocorreu na Sala principal do Teatro Xisto Bahia,  espaço cultural onde desenvolvíamos o projeto de residência artística. A realização dessa edição do teve como palestrantes convidados a Professora  Ângela Reis, que apresentou a palestra intitulada “Identidade do Teatro Brasileiro na obra de Arthur Azevedo” e o Professor Reginaldo Carvalho, com a palestra “Teatro Baiano e os dramas de José Carvalho”. 

Natural do Rio de Janeiro, Angela Reis é Doutora, em Artes Cênicas e professora da Universidade Federal da Bahia. Suas pesquisas giram em torno dos temas atrizes brasileiras, historiografia do teatro brasileiro e interpretação teatral. Já Reginaldo Carvalho, baiano natural de Senhor do Bomfim-Ba, na ocasião, mestre em artes cênicas pelo PPGAC-UFBA ,  é professor e pesquisador da Universidade do Estado da Bahia, atuando principalmente como pesquisador de Circo-Teatro e Melodrama, e em Educação, com ênfase em Pedagogia.

Para o evento, a Professora Dra Catarina Sant’Anna também foi convidada pelo Grupo, mas por motivos de saúde, não pôde estar presente, sua palestra“Teatro Nordestino na obra de Ariano Suassuna” ficou para uma outra ocasião.

Com a mediação do membro do Finos Ricardo Fraga, os presentes conheceram com o professor Reginaldo a sua pesquisa no teatro Baiano e os grupos que utilizavam a linha férrea para irem apresentar nas cidades do interior da Bahia; e com a professora Ângela a sua pesquisa no Teatro brasileiro representado pelo trabalho os artistas envolvidos com o Teatro de Revista.

Após as comunicações um chá nos aguardava no foyer do teatro. Fim do “Falatório Cênico” e corremos para o Pelourinho para a nossa “Sagrada Folia”.

 

  


 

 

Aula-Espetáculo “Finos Trapos e Suas Dramaturgias da Sala de Ensaio” (2008)

 

Ação do Projeto Finos Trapos Abrigo e Morada. Foto: Arquivo Finos Trapos

 

A primeira edição do Falatório Cênico foi realizada no dia 02 de Agosto de 2008 dentro do Finos Trapos Abrigo e Morada, projeto de ocupação desenvolvido junto ao Espaço Xisto. Foi a primeira ação aberta a público em geral dentro da programação da residência. Os ministrantes foram: Roberto de Abreu, Polis Nunes, Francisco Andre, Ricardo Fraga, Yoshi Aguiar e Danielle Rosa. A comunicação teve como temática o processo colaborativo na construção dos espetáculos de repertório do Grupo Finos Trapos. Após a comunicação a discussão foi aberta para as colocações da plateia.

Foi uma comunicação performativa que mesclava discussões teóricas com apresentações de trecho dos espetáculos de repertório até então encenados pelo Grupo. O Palco da sala Principal do Espaço Xisto foi ambientalizado antes da chegada dos participantes, com partes dos cenários de cada espetáculo. Foi dada a escolha aos presentes de se acomodarem no local destinado à plateia do teatro ou na boca de cena, em um espaço coberto por uma tapeçaria regional que é elemento do cenário de “Sagrada Partida”, assim os participantes poderiam ficar mais próximos e aconchegantes.

Juntos compartilhamos o modo de fazer teatro do Grupo, nossas sistematizações que ajudaram a fortalecer o nosso Teatro, a nossa vivência de Grupo... Ao término da apresentação a plateia se colocou e uma saudável discussão sobre o fazer teatro na Bahia.

Fina Agenda Resumida

Blog