Sagrada Folia. Salvador, 2006. Foto: Grupo Finos Trapos

 

A trajetória artística do Grupo de Teatro Finos Trapos é marcada por uma poética que se inspira e busca valorizar o universo das matrizes culturais do nordeste brasileiro em sua riqueza de cores e formas. Além disso, busca fundir tradição cultural e o que há de mais atual na cena contemporânea, como é o caso, por exemplo, do processo colaborativo de criação dramatúrgica – uma das maiores contribuições do modus operandi Teatro de Grupo para a cena brasileira e latino-americana.

A poética dos trabalhos do Grupo foi se solidificando na medida em que a sua pesquisa estética ia se apurando e os artistas envolvidos amadurecendo pessoal e profissionalmente. Ao longo de 12 anos de trabalho navegamos pelo nordeste sertanejo, festivo, religioso, árido, urbano, marginal, fantástico... Desvelando inúmeras facetas do imaginário cultural dessa região e demonstrando toda a sua complexidade, algo que muitas vezes não fica sublinhado quando nos remetemos à literatura e aos arquétipos estabelecidos do que seria cultura de tradição popular nordestina.  Essa evolução da abordagem poética e filosófica de nosso trabalho é notória nos seis espetáculos de repertórios produzidos até então que possuem abordagens distintas do imaginário cultural de sua região de origem.

O Grupo de Teatro Finos Trapos entende que a cultura regional não está alheia a questões políticas, poéticas e estéticas universais, o que nos motiva também a discutir questões relacionadas à dramaturgia produzida abaixo da linha do Equador. A construção do FinoRepertório, portanto, não está alijado do desenvolvimento de projetos que visam a produção e difusão artística no campo da teoria e da prática, lastro inspirador que impulsiona a maioria das nossas atividades.

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